domingo, 2 de setembro de 2012

MozART GROUP & Bobby McFerrin



Para um Domingo bem disposto...

sábado, 18 de agosto de 2012

Giro o movimento

Giro este movimento...
no alento do desencanto,
corre-me a brisa do momento,
cerveja fresca pela goela,
enquanto aguardo por ela,
pois insisto em vê-la,
em guardá-la.

Movimento do vento,
face de espanto,
corpos em movimento
em vaidades fugidias
e ela? E ela que não vem...

-Quem quer o 24? É a dois euros...
  Olha o 24, hoje é dia 24...

Na rua do Coliseu,
é giro este movimento,
na passadeira da desgraça e da cagança,
prendo a esperança
e ela que não vem...

Olho com desdém,
o desdentado que me pede esmola.
Não dou... não posso dar
e podia-me levantar, mas não,
continuo a dar de beber à ilusão,
cerveja fresca para a goela, mas ela?
Ela não...

Passa a policia
uma bela mulher policia...
que bem que lhe fica a farda,
no meio da estrangeirada encalorada.
Giro o movimento...
e eu, sem tino nem tento,
aguardo por ela,
que não vem...

Atrás de mim a ginjinha.
Ah, que grande tentação, mas não...

-Olha a Popular
  Anda à roda hoje... É a Popular...

Salta-me o cheiro da sardinha...
e eu, na minha.
Mas a minha que não vem.
Pergunto por ela:
-Quem, a alegria?
Ninguém a viu
E eu respondo:
-Ah, puta que a pariu!

Francisco Ago./2012

domingo, 15 de julho de 2012

(Des)confissão...

Não me confesso
nem tenho tempo para isso
sou aquilo que professo
mas nunca submisso
e por isso...
em calma me deito
num transtorno inquieto
em pesadelos me deleito
num acordar irrequieto
e por isso...
o meu céu é branco
sem estrelas nem vislumbres
é um estado de desencanto
é porventura o meu teto?
Não, és tu que me confundes
e por isso...
de agonia me visto
trajado em bom rigor
não há pedra em que não bata
de sofrimento farta
mas despojada de amor


Francisco 07/2012

Regresso...

Viagem acabada,
nas mãos...
Nada!
na memória...
Tudo!

Recordações de veludo,
pensamento mudo.
Saudades...
Muitas!

Do sitio onde não há perguntas.

Francisco 07/2012

sábado, 7 de abril de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

Palhaço do tempo

Mais um dia de palhaçada
tudo se vê e não se sabe nada,
sabores de cores que nos atormentam,
ventos suaves que nos alimentam,
em jeito de salada,
mal temperada,
uivos de gente "passada",
mal com a vida, de vida estragada,
cultura que não passa, uma desgraça...
rostos cinzentos e desbotados,
uns desgraçados,
filhos quase alheios e abandonados,
comida pobre e rarefeita,
a telenovela como receita,
vive-se o que não se é,
na esperança vã de ter ao pé,
uma alegria, uma verdade
dos que nos rodeiam,
em jeito de tempestade.

É assim o palhaço do tempo,
que nos faz rir sem alento,
à espera do tal momento,
dia após dia,
de regresso a casa,
onde tudo há e nada existe,
nada persiste,
de rostos ausentes,
vazios e tristes,
olhares para o nada,
doentes...
sala cheia no momento,
de almas errantes e descontentes,
no tempo que passa infinito,
a aguardar pela cama fria,
de amores ausentes.
Uma palhaçada... do tempo.