quarta-feira, 29 de junho de 2011

Protests in Athens, Greece - No comments

Greece, which is your way?





Francisco  Jun./2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

"Troikas e Beldroikas" - Verdadeiro Significado

Os cavalos (Políticos) do nosso descontentamento.
Troika ou troica (em russo: тройка) é a palavra russa que designa um comitê de três membros. A origem do termo vem da "troika" que em russo significa um carro conduzido por três cavalos alinhados lado a lado, ou mais frequentemente, um trenó puxado por cavalos. Em política, a palavra troika designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem em um esforço único para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão, como o triunvirato histórico de Roma.


A palavra se tornou popular mundialmente durante a era stalinista na União Soviética, quando troikas substituíam o sistema legal para perseguir rapidamente dissidentes contrários ao regime ou qualquer cidadão acusado de crimes políticos. Esta rapidez na prisão e julgamento se transformou numa caça as bruxas levando o medo ao país inteiro.


Em Portugal, a troica foi chefiada em abril de 2010 por Jürgen Kröger (Comissão Europeia) e contando também com Poul Thomsen (Fundo Monetário International) e Rasmus Rüffer (Banco Central Europeu).


Comentário: 
Somos governados por autênticos cavalos, somos perseguidos como dissidentes, o nosso sistema judicial não funciona, o nosso povo tem medo de tudo, menos quando lhe mexem nos bolsos... Uma autêntica sopa de beldroegas transformadas em "Beldroikas" e que acabará com os quatro cavaleiros do Apocalipse, porque mais um cavalo se lhes há-de juntar. Porque será?




Francisco  Jun./2011

O Equilíbrio Perfeito


O equilíbrio perfeito,
acontece raras vezes na vida,
quando assim é, não pode ser desfeito,
é uma linha brilhante e viva,
de uma dinâmica espetacular,
escorregadio e sublime,
sem baralhar,
porque, mais do isso é crime.
É como um biselado,
feito em vidro de cristal,
perfeito e orientado,
de uma beleza incondicional.
Quem o experimenta,
parece coisa do acaso,
parece uma boa tormenta,
algo de ilusório,
onde não se pretende prazo,
suspenso no nosso território.
O equilíbrio perfeito,
deseja-se mais do que tudo,
é um sonho que vem do peito,
é veludo,
é orgasmo sem jeito,
na linearidade do ser,
é tesudo,
no nosso amanhecer.
Mas o equilíbrio perfeito não existe,
procura-mo-lo incessantemente,
sem o poder provar,
é fazer figura triste,
é algo que nos mente,
sem o poder arrebatar.

Francisco Jun./2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Léo Ferré - La Solitude


Contributo de Maria J. B. Jun./2011


Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) "in Poemas Inconjuntos (A Guerra)"

A guerra que aflige com os seus esquadrões o Mundo, 
É o tipo perfeito do erro da filosofia.

A guerra, como todo humano, quer alterar.
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito
E alterar depressa.

Mas a guerra inflige a morte.
E a morte é o desprezo do Universo por nós.
Tendo por conseqüência a morte, a guerra prova que é falsa.
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer alterar.

Deixemos o universo exterior e os outros homens 
onde a Natureza os pôs.

Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer cousas, deixar rasto.
Para o coração e o comandante dos esquadrões
Regressa aos bocados o universo exterior.

A química direta da Natureza
Não deixa lugar vago para o pensamento.

A humanidade é uma revolta de escravos.
A humanidade é um governo usurpado pelo povo.
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito.

Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural!
Paz a todas as cousas pré-humanas, mesmo no homem!
Paz à essência inteiramente exterior do Universo!

Contributo de Maria J. B. para este blog  Jun/2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poemas de Fábio Rocha

PAPEL 
De todo o silêncio 
ouço só o esplêndido
silêncio das árvores. 
Pois o silêncio de quem fala
e cala
é incompleto. 
Por isso, ouço o silêncio
distante 
das árvores que nunca vi. 
(do livro Caminho a Manhã)

VICE-REI
Eu sempre estendi as mãos
para as borboletas... 
Abria os braços
para o passado saudoso... 
para o futuro sonhado... 
mas nunca tocaram em mim. 
Hoje, fiquei imóvel
e uma pousou no meu pé. 
(do livro Vice-Rei)

PAZ
Vou sem pressa
para a casa
que há em mim.

(do livro No Fim, Começo)


Contributo de Maria J. B.  Jun./2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

New York - 9/11



Thick plumes of smoke and debris envelop the World Trade Center after the first tower collapses. 
(Det. Greg Semendinger/NYC Police Aviation Unit)

War on America opens with the dramatic 1993 World Trade Center bombing and tracks terrorist activities aimed at U.S. targets throughout the 1990s leading up to the horrific morning of September 11, 2001. With each successful attack, al Qaeda becomes more emboldened. With each failure of the U.S. government to respond or stop their activities, the organization and the legend of Osama bin Laden grow.


Retired Fire Chief Joseph Curry barks orders to rescue teams as they clear through debris that was once the World Trade Center.

Vois sur ton chemin - Les Choristes



Simplesmente belo. É obrigatório ver este filme.

Jean Gabin - Maintenant je sais



Maravilhoso contributo de Maria J. B. para este Blog. Obrigado.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Caminho para casa...

Cheguei a casa...
Coloco um cd de Blues
deixo-me embalar no ritmo
lento e calmante
num mundo que é só meu
sinto-me no "Eliseu"
na fuga ao aberrante
na procura do logaritmo
que compõe a existência esgotante
dos seres na terra
onde nada extravasa
largo o dia errante...
e numa tábua rasa
entro na minha "guerra".

Deixo correr o CD lentamente,
escorre na corrente
da minha imaginação
procuro na interrogação
o caminho correto da vida
e não encontro a essência
de tanta mexida
na cadência
desta "vida de cão"
em teta seca mungida
sempre retida numa ilusão.

Francisco  Jun./2011

"in Carrera del Fruto" - Juan Carlos Reche

Ya no salgo a buscar nada.                               
Ni a la palabra que pudo mover
el mundo 
ni al sueño que no se cumple
porque tiene valor
para ser sólo sueño.

No tengo nada que echarles en cara,
no tengo nada que proponerles.
Sé que serán ellos 
los que portarán el barco
hasta su astillero,
que por ahora no se mueve,
y si se moviera, ¿qué haríamos 
al llegar? ¿Divertirnos? ¿Como ahora?
Miro a la luna. Mis dedos me tocan
como si fueran los suyos.
Aún conservo parte de un secreto,
y eso es lo que hay.
Me alegro. Me resigno.
Toda isla está a un corazón de distancia.


Contributo de Maria J. B. para este Blog  Jun./2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Lavra a terra da tua Alma

Lavra a terra da tua alma.                              
Deita-lhe a semente,
com paixão e amor,
sai do pousio que te consome,
perde o amor á dor,
ao ciúme que não dorme,
dá-lhe alento e carinho,
lança-lhe o adubo que a acalma,
aponta-lhe o caminho.

Lavra a terra da tua alma.
Deixa-lhe crescer as asas,
para voar e não voltar,
deixa-lhe outras encruzilhadas,
a procura do renascimento,
dá-lhe a liberdade que ela clama,
a liberdade de pensamento,
deixa-a abarcar o mundo,
o vislumbre do universo,
dá-lhe a doirada chama,
orienta-a em novas estradas,
no desconhecido de um novo destino.

Lavra a terra da tua alma.
Dá-lhe a conhecer o perverso,
a ignomínia das gentes,
as falsidades entranhadas,
dá-lhe a visão do reverso,
dos amores fingidos e doentes,
das mentes imundas e pérfidas,
no mundo das figuras esgotadas.

Lavra a terra da tua alma.
Livra-a da dolorosa penitência,
dá-lhe um novo sonho de amor,
pois ela é a tua existência.

Francisco   Jun./2011

Deep Purple - Love Conquers All

Gilberto Gil - Roda (1967)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Longos Dias

Longa é a estrada...                                                
longa, é a distância que nos separa,
longos, são os dias em que vivemos.

Por vezes perto,
em local secreto, 
numa visão desfasada,
uma chávena de café discreto,
num toque de mão disfarçada,
recebido com ansiedade,
com ternura embalada.

Longa é a mesa da esplanada,
por raios de sol tingida,
numa sombra que não temos,
numa pressa atordoada,
mas perdida.
Procuramos,
cruzas de olhares roubados,
perdidos no tempo,
talvez amaldiçoados.

Longo é o caminho percorrido,
muitas vezes duro,
presumido e consentido,
longa é a vida que nos deixam,
longo é o azar e o desnorte,
mas por muito que não queiramos,
a mais longa de todas,
é a própria MORTE.

Francisco  Jun/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Best Night-Sky Pictures of 2011 (National Geographic)



1st Place, "Beauty of the Night Sky" Category

Photograph by Stephane Vetter, TWAN
A dazzling green aurora frames the arc of the Milky Way over Jökulsárlón, the largest glacier lake in Iceland, on March 10. The picture is a first-prize winner in the Second International Earth and Sky Photo Contest's "Beauty of the Night Sky" category.
Organized by astronomy-education projects The World at Night (TWAN) and Global Astronomy Month, the contest honors pictures that meet one of two criteria: "either to impress people on how important and amazing the starry sky is, or to impress people on how bad the problem of light pollution has become." In total, ten winners were announced May 9 in either the "Beauty of the Night Sky" or "Against the Lights" category.

Led Zeppelin - Stairway to Heaven


Fantastic...


sábado, 4 de junho de 2011

At Last - Etta James with lyrics on screen (Por sugestão de Maria José)


Obrigado pela dica... um tema muito bonito!

Malangatana



1936-2011
Durante as entrevistas, o pintor repetia várias vezes estas palavras: ''Não tenho medo da morte...Só peço aos meus amigos que cuidem bem das minhas obras'', recorda a jornalista e escritora Rosa Langa.
Em vida, fez de tudo um pouco: foi pastor, aprendiz de curandeiro, empregado doméstico mas viria a notabilizar-se no mundo das artes, tornando-se num dos mais famosos artistas moçambicanos.
O pintor fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.
Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor.