terça-feira, 26 de abril de 2011

Leopard and Cub, Botswana (National Geographic)


























Leopard and Cub, Botswana

Photograph by Beverly Joubert, National Geographic
A mother holds onto her cub as it dangles from a high tree branch in Botswana’s Okavango Delta.

Nascimento de um banco...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Feria de Abril 2011 (Sevilla)

Ordinary Miracles (by Erica Jong)

Spring, rainbows,
ordinary miracles
Which about
Can Be nothing new said.

The stars on a clear night
of a New England winter;
the soft air of the islands
along the old
Spanish Main;
pirate gold shining
in the palm;
the smell of roses
to the lover's nose. . .

There is no more poetry
written to Be
of These Things.
The rainbow's sudden revelation -
behold!
The cliche is true!
What Can one say
But that?

So too
with you, little heart,
little miracle,

But You Are
miracle in less
Being ordinary is.
Erica Jong


Yo quiero (Jorge E. Díaz Leyton)

Yo quiero compartir contigo, 
Mi vida, mi amor y mi existencia; 
yo quiero mirar al infinito, 
Con los ojos del amor que me profesas. 

Yo quiero ser como el eterno, 
fulgor de la luz que te ilumina; 
yo quiero servicio de como tu sangre, 
inunda que el corazón y vida te da. 

Yo quiero tomarte de la mano, 
Tu cuerpo todo cubrir de besos; 
yo quiero embeleso con mirar, 
Tu rostro hermoso y musitar: te quiero. 

Yo quiero ser de como el recuerdo, 
Que todos añoramos cuando estamos lejos; 
Siempre yo quiero ser tu compañero, 
Juntos y morirnos cuando estemos viejos.


Jorge E. Díaz Leyton

Selva

Certo dia fui à Selva
ver o quanto resistia
passei por vales e montes
florestas luxuriantes
prados maravilhosos
rios brilhantes
de uma paisagem
que afinal mentia.

Tinha troços perigosos
um trânsito infernal
de animais horrorosos
cobras de línguas viperinas
piranhas assanhadas
e crocodilos desbocados
hienas que contavam anedotas
e vampiros desmiolados
abutres no seu trono de morte
anunciada, esperada,
leões esfomeados
à espera dos fracos
de alma, depenados.

Compunha-se o enredo
avistavam-se umas focas
ao longe, nem boas nem más
e eu, pertencendo ao mundo dos parvos
acordei com medo
com uma brutal ansiedade
Afinal,
estava numa grande cidade.

Francisco  Abr./2011

Moonwalk - Michael Jackson - Billie Jean - The First Moonwalk King Of Pop

Pedro Juan Gutiérrez (Escritor Cubano)

"Sexo é um intercâmbio de líquidos, de fluidos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, se reduz a uma paródia estéril do que poderia ser. Nada".

in Trilogia Suja de Havana

Photos - Japan Tsunami (National Geographic)


Japan Earthquake Victim

Photograph by Gregory Bull, AP
The hand of a man killed by the Japan earthquake juts out of jumbled concrete sea barriers on March 14 in Toyoma, Japan.
Published March 15, 2011

Photos - Japan Tsunami (National Geographic)


Tsunami -Tossed Boat

Photograph by Yomiuri Shimbun, AFP/Getty Images
A tsunami-tossed boat rests on top of a building amid a sea of debris in Otsuchi, Iwate Prefecture, on March 14.
Published March 15, 2011

Photos - Japan Tsunami (National Geographic)

Wave of Destruction

Photograph by Mainichi Shimbun, Reuters
A tsunami wave crashes over a street in Miyako City, Iwate Prefecture, in northeastern Japan on March 11.
Published March 15, 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Poema sem título

Bate-nos como um estalo
salta-nos ao caminho
sem mordomias
rasga-nos
engole-nos
ficamos sem jeito
sem preceito
pisa-nos como um cavalo
é cão que nos morde
com dentes aguçados
morcego que nos chupa
o sangue e a alma
com calma
um auto de fé proclamado
que nos consome
a pele e os ossos
em fogo destinados
julgados sem defesa
sem direito a voz
ferros marcados
que nos acordam
para a entrada
no pior dos pesadelos
de espinhos cravados
nas mentes subestimadas
cansadas
sugadas da sua essência
pelo caminho que percorremos
em estradas de vidros
dilacerantes
sem rumo ou destino
bate-nos como um estalo
em alegrias diminutas
em rota percorrida
Porque o céu e o inferno
são passados nesta vida

Francisco  Abr./2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Perdas e Danos

Perda total,
em jeito de catástrofe natural
sentida e remoída
pelo meu ser
Caminho seguido
farto de sofrer
torcido
pelo engolir da mágoa
já instalada
montada
na minha alma molhada
e eu sem vislumbrar
até onde a perda me vai levar

Leva-me ao dano
composto de alimento
para o meu desengano
instalado em sofrimento
Não me encanto
nem me encontro
O dano é grande
abismal
instala-se na minha pele
peçonhento
em dia transformado
onde me sinto um animal

Francisco Abr./2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

A todos as Brasileiras e Brasileiros

Agradeço, do fundo do coração, a todas as Brasileiras e Brasileiros, que visitaram este blog.
Pela primeira vez hoje, dia 12 de Abril, o blog foi mais visitado no Brasil do que em Portugal.
Este blog é isto mesmo, é universal, pertence a todos.
Um bem haja para vocês.
Francisco

Prado Queimado

Em prado queimado
nasceste em flor
linda e viçosa
rebentando e florescendo sem dor
em amor transformado
mas não partilhado
de cor lilás e rosa

Escondeste na tua beleza
altaneira no teu estatuto
linda na tua certeza
de vingares em campo bruto

És a única que lá existe
não aceitas concorrência
nem de quem é triste
limitas-te a crescer
a brilhar em permanência
sozinha na tua indecência

Estás feliz e contente
em prado queimado ficaste
convencida em postura premente
em orgulho delirante te tornaste

Em prado queimado nasceste
sugando o sol e o azul do céu
mas não te esqueças
o prado queimado sou eu.

Francisco Abr./2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Parabéns

Parabéns a você
nesta data querida...
Envia-se a alguém
mas sem resposta obtida
com destinatário marcado
carta remetida
entregue por vezes em mão
lembrando aniversários do passado
mas com devolução garantida.

Fica somente a lembrança
de festas em fotografias registadas
que marcaram o momento
de sorrisos francos
quem morreram no pensamento
na vã esperança
transformados em tormento
em rio de águas paradas
que ao olhar
reclamam vingança
afinal do quê?
basta cantar...

Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida...

Francisco Abr./2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

AVE Mundi by Rodrigo Leao



Para o resto do mundo, Obrigado.
For the rest of the world, thank you.
Pour le reste du monde, je vous remercie.
Para el resto del mundo, gracias.
Für den Rest der Welt, ich danke Ihnen.
Για τον υπόλοιπο κόσμο, σας ευχαριστώ. 
For resten af verden, tak.


Chico Buarque (Olhos nos Olhos)



A todos os Brasileiros, Obrigado.

The Doors - Light my Fire/Graveyard Poem



To all Americans, thank you.

Os Originais - Sexta Feira




A todos os Angolanos, Obrigado.

GNR - pronuncia do norte



A todos os Portugueses, Obrigado.

Agradecimentos / Thanks to all

Agradeço a todos os Portugueses, conhecidos e anónimos, aos Estados Unidos da América, Brasil, Angola e e a todas as pessoas de outros Países , a amabilidade de visitarem e contribuirem para este Blog.

I thank all the Portuguese, known and anonymous, the United States of America, Brazil, Angola and and all people from other countries, kindly visit and contribute to this blog.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Mare e Tu - Andrea Bocelli & Dulce Pontes



Impressionante este dueto de duas vozes maravilhosas...

Telepatia

Eu telepato, tu telepatas, nós telepatamos.
Esquisito isto, como está escrito?
Não tanto
mas dá-nos o "petisco"
de seguir numa viagem imaginária
de tentar adivinhar o que vai
na mente das outras pessoas
com as quais nos relacionamos ou não
que pode acabar em amizade
ou paixão.

Essa telepatia existe em todos nós
resta explorá-la e senti-la
uns melhores do que outros
é uma arte que dá voz
uma arte que dá a poucos
de juntar ou partilhar
ideias em comum
que podem dar início
a relações fogosas
de dar o que está lá
no íntimo de cada um.

Emoções fortes
que descem da mente
ao coração
vontade de avançar
sem dizer não
o irracional contra o racional
muitas vezes virtual
pensamentos que se querem cruzar
num desatino anormal e permanente
uma vontade brutal de ficar
muitas vezes em ilusão.


Eu telepato, tu telepatas, nós telepatamos. 
Esquisito isto, como está escrito?
Não tanto
mas é por isto que nós ficamos.

Francisco  Abr./2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Backstreet Boys - Incomplete



Música com um significado muito forte de sentimentos.
Para ouvirem e apreciarem. Com tradução.


Incompleto

Espaços vazios enchem-me de buracos
Rostos distantes sem nenhum sitio para onde irem
Sem ti em mim não consigo encontrar o caminho
Aonde vou ninguém se importa


Tentei continuar como nunca tivesse te conhecido
Estou acordado mas o meu mundo está adormecido
Eu rezo para que o meu coração fique partido
Mas sem ti eu vou ficar
incompleto

Vozes dizem-me que eu devo seguir em frente
Mas estou a nadar num oceano totalmente só
Amor, meu amor, está escrito no teu rosto
Tu ainda perguntas se cometemos um grande erro


Tentei continuar como nunca te tivesse conhecido
Estou acordado, mas o meu mundo está adormecido
Eu rezo para que o meu coração não fique partido
Mas sem ti eu vou ficar
incompleto


Eu não quero prolongar isto
Mas eu não consigo deixar-te
Não te quero fazer encarar este mundo sozinha
Eu quero deixar-te ir


Tentei continuar como nunca te tivesse conhecido
Estou acordado, mas o meu mundo está adormecido
Eu rezo para que o meu coração não fique partido
Mas sem ti eu vou ficar
incompleto


Incompleto

Metallica - Nothing Else Matters (Studio Version)



Hoje mudamos um pouco o género... Apreciem!
Com tradução.


Nada Mais Importa

Tão perto, não importa o quão distante,
Não poderia ser muito mais [distante] do coração.
Eternamente confiando em quem somos
E nada mais importa.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós a vivemos da nossa maneira
Todas estas palavras, eu não simplesmente digo [por dizer]
E nada mais importa.

A confiança eu procuro e encontro em ti
A cada dia, para nós algo novo.
Uma mente aberta para uma concepção diferente,
E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
Mas eu sei.

Tão perto, não importa o quão distante
Não poderia ser muito mais [distante] do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
Mas eu sei.

Nunca me abri deste jeito,
A vida é nossa, nós a vivemos da nossa maneira
Todas estas palavras, eu não simplesmente digo [por dizer]
E nada mais importa.

Confiança eu procuro e encontro em ti
A cada dia, para nós algo novo.
Uma mente aberta para uma concepção diferente,
E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles dizem,
Nunca me importei com os jogos que eles jogam,
Nunca me importei com o que eles fazem,
Nunca me importei com o que eles sabem,
E eu sei, yeah.

Tão perto, não importa o quão distante
Não poderia ser muito mais [distante] do coração.
Eternamente confiando no que nós somos
E nada mais importa.



O Amor é um Prémio sem Mérito (Milan Kundera)

O amor é, por definição, um prémio sem mérito. 
Se uma mulher me diz: eu amo-te porque tu és inteligente, porque és uma pessoa decente, porque me dás presentes, porque não andas atrás de outras mulheres, porque sabes cozinhar, então eu fico desapontado. 
É muito mehor ouvir: eu sou louca por ti embora nem sejas inteligente nem uma pessoa decente, embora sejas um mentiroso, um egoísta e um canalha.

Milan Kundera, in "A Lentidão"



segunda-feira, 4 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

Reflexão sobre coisas mal resolvidas

Na vida, há coisas mal resolvidas, que ficam sem rumo nem volta a dar.
Todos nós, sem exceção, já passamos por várias experiências desagradáveis ou menos boas. Depois de feitas, não se pode voltar atrás, estão feitas.
Nos tempos de escola, ao errarmos num teste ou se um exame corresse mal, havia sempre uma ou várias hipóteses de o repetirmos e de subirmos a nota. Dependia unicamente de nós.
Mas na vida, o erro paga-se caro e uma vez cometido é irreversível, não dando nenhuma chance de haver segunda "chamada".
Nesses erros cometidos, estão as coisas mal resolvidas e mesmo que se tente uma segunda volta, nunca mais será como a primeira, quando tudo estava bem.
São erros fatais para o "artista" e não dão margem para um "encore".
Quando se regressa de coisas mal resolvidas para tentarmos dar novamente o nosso melhor, corrigindo atitudes e comportamentos, renovando votos de amor ou de fidelidade, procurando soluções ou renovações, estamos somente a admitir uma fuga para a frente.
Com os amigos é a mesma coisa, a confiança já não tem lugar. Com os casais ainda é pior.
Entramos em zona nebulosa, com pouco sentido de visão ou discernimento e se a outra parte não aceitar colaborar ou admitir parte dos seus erros, não há volta a dar. As cartas são postas na mesa, mas o jogo já está viciado.
Ao voltar-se a invadir o espaço da outra pessoa, estamos somente a entrar em terreno "minado" pela desconfiança e mau estar. Ao mínimo deslize, saem em catadupa palavras e memórias guardadas, ofensas de todo o género e feitio, num diálogo surdo e extremado.
As mágoas são pegajosas, marcam-nos e são difíceis de lavar.
Decididamente, nunca se resolvem coisas mal resolvidas.

Francisco  Abr./2011

O meu Cavalo Alado

O meu Cavalo Alado
No meu cavalo alado monto
percorrendo prados sem fim
mas não lhe dou desconto
batem-me ventos suaves na face
e voo no meu disfarce
quero que ele tome caminho
entre o verde dos campos
e o azul do céu
voando entre nuvens brancas
mas que não me deixe sozinho

Não quero saber onde me leva
quero voar sem rumo
sem pressa de chegar
num desatino inebriante
sugando os cheiros e a vida
e sussurro-lhe ao ouvido
leva-me para o mar
tenho pressa em chegar
em água salgada mergulhar
ganhar novo sentido
de uma forma desmedida.

Com afeição afago-te
a crina prateada e digo
desculpa os meus erros por favor
pois para trás não deixo nada
nem paixão nem amor
sinto sim alegria
já não sinto dor
de ferida já sarada

E no mistério de uma nova vida
que quero percorrida
sem pressa de voltar a amar
digo ao meu cavalo alado
desta vez bem alto;
Vai, tenho pressa em chegar!

Francisco  Abr./2011

La bohème - Charles Aznavour



Ah... La bohème.
Intemporal.

Vida Tão Estranha (Rodrigo Leão)

sábado, 2 de abril de 2011

Paris e Sevilha

Paris, que conheço mais ou menos bem,
marcou-me muito e a ti também.
Sangrias bebidas num despojamento,
incontido em risotas abafadas,
em alegria transformadas.
Noites percorridas por ruas estranhas,
numa intimidade sem fim,
coisas e lugares visitados,
ficaram marcados em ti, em mim,
como senão houvesse amanhã,
e desconcertados,
em frio intenso,
seguia-mos o nosso caminho,
em juras de amores continuados,
à tristeza roubados.
Ruas com sol e com chuva,
que nos despertava a monumentalidade,
que nós apreciávamos e comparávamos
com o tamanho do nosso amor.
Gastronomias em lugares estranhos,
onde me abraçavas com medo,
mas com a confiança de quem nunca te perdeu.

Mas antes disso, Sevilha,
com muito salero,
calor intenso e brutal,
que nos levava a refugiar,
em lugares frescos,
em tablas abundantes de cheiros e sabores,
e nós sempre prontos para petiscar,
o desconhecido.
Nas noites quentes,
jurámos outra vez amor,
deitados num banco,
nas margens do Guadalquivir
e ali estávamos em calor abafado,
numa ilusão incontida para quem não esperava,
o que estava para vir.
Noites em que vimos flamenco,
com vontade de o dançar, num bom
e alegre tormento, como duas almas,
inquietas, transformadas em arrepios doces,
com cor, com o cheiros misturados,
extravasados num rodopio sem fim,
em quem começava a acreditar,
a confessar,
o gosto por um projecto,
que ia tomando forma.
E arrepiados, envoltos nesse
filme que tanto queríamos ver,
seguimos em frente.
Das memórias quero esquecer,
nas memórias quero ficar.

Francisco   Abr./2011

miguel gameiro- o teu nome com letra




Sabe que é fim de semana e como é hábito deixo-lhe esta música.
Espero que goste.

Coincidências e Desafios

Coincidências,
surgem quando menos se espera,
carregadas de desafios,
e que criam boas experiências.
De quem são os feitios,
que se chocam e cruzam,
neste caminho sem fim,
que não se explorou,
sem a continuação,
das nossas vivências.

Trazem volúpia e pensamentos,
de um passado pouco recente,
som de músicas só nossas,
caminho que ficou pendente,
em sonho que não foi vivido e
somente interrompido,
pelos desafios da vida,
de uma forma não contida.

De um relógio intemporal,
oferecido a uma pessoa
que para ti foi especial,
perdida agora em nuvens esfarfalhadas,
em cor cinza tornadas.

Das brancas que vi e vimos,
numa praia sem fim,
deram-nos a coragem,
de amor feito por nós em areias molhadas,
desafiando os olhares incógnitos,
numa fuga e prazer só nossos,
num caminho inquieto,
de vantagens por nós combinadas,
em sussuros constantes,
em abraços embrulhados
transformados numa mensagem.

Também em dunas soubeste acolher
no teu ventre um amor sem igual,
alimentaste-me de prazer,
e com medo desafiámos,
o vento que por cima de nós passava,
mas com o fervor de fazer,
amor em flores deitados,
consentido,
em prazeres nunca acabados.

Foi o desafio que nos aproximou,
um olhar que se cruzou,
centelha acesa em viagens,
vividas a dois em terras distantes,
que nunca nos abalou,
na companhia constante,
de um sonho que afinal acabou.

Enfim, coincidências e desafios
só por nós vividos.

Francisco Abr./2011