domingo, 27 de março de 2011

Absurdo...

Aos meus dois filhos, Mariana e Guilherme.
O absurdo instalou-se,
pousou no meu coração,
em vida manifestou-se,
por atos perdi a razão.

O absurdo transformou,
toda uma vida pensada,
em caminhos tortuosos se tornou,
flor nascida em pedra lascada.

O absurdo deu,
uma mão cheia de nada,
um campo virtuoso ardeu,
árvore caída e ensanguentada.

O absurdo em mim ficou,
levou-me duas pérolas nascidas,
olho azul ao longe despontou,
olho verde em vida esquecida.

O absurdo levou,
para longe amores fiéis,
em tristeza me tornou,
a minha mão perdeu dois anéis.

O absurdo em terra escreveu,
com letras de vidas caídas,
todo o meu amor ardeu,
estafado em causas perdidas.

Aos meus dois filhos, Mariana e Guilherme.

Francisco Mar/2011

1 comentário:

  1. Lindos os teus filhos...como linda a tua poesia!
    Amo ler-te meu amigo!
    Um abraço!

    Parabéns!

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