em papel fino a escrevi,
no mar, em parte incerta a lancei,
na esperança de uma miragem,
de algo que me fugiu
e que nunca alcancei.
Não sei se alguém a leu,
até hoje, resposta não tive,para quem nunca se deu,
por alguém de quem me abstive.
Nessa garrafa ia o mundo,
em amor de letra escrita,
do meu comportamento imundo,
por alguém que já não acredita.
Na praia ficou espojada,
papel fino se derreteu,
de ti já não espero nada,
e de mim...
resta a alma que se submeteu
na esperança vã,
de quem já não te vê
nem te beija pela manhã.
Francisco Mar/2011
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