terça-feira, 12 de abril de 2011

Prado Queimado

Em prado queimado
nasceste em flor
linda e viçosa
rebentando e florescendo sem dor
em amor transformado
mas não partilhado
de cor lilás e rosa

Escondeste na tua beleza
altaneira no teu estatuto
linda na tua certeza
de vingares em campo bruto

És a única que lá existe
não aceitas concorrência
nem de quem é triste
limitas-te a crescer
a brilhar em permanência
sozinha na tua indecência

Estás feliz e contente
em prado queimado ficaste
convencida em postura premente
em orgulho delirante te tornaste

Em prado queimado nasceste
sugando o sol e o azul do céu
mas não te esqueças
o prado queimado sou eu.

Francisco Abr./2011

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