segunda-feira, 25 de abril de 2011

Selva

Certo dia fui à Selva
ver o quanto resistia
passei por vales e montes
florestas luxuriantes
prados maravilhosos
rios brilhantes
de uma paisagem
que afinal mentia.

Tinha troços perigosos
um trânsito infernal
de animais horrorosos
cobras de línguas viperinas
piranhas assanhadas
e crocodilos desbocados
hienas que contavam anedotas
e vampiros desmiolados
abutres no seu trono de morte
anunciada, esperada,
leões esfomeados
à espera dos fracos
de alma, depenados.

Compunha-se o enredo
avistavam-se umas focas
ao longe, nem boas nem más
e eu, pertencendo ao mundo dos parvos
acordei com medo
com uma brutal ansiedade
Afinal,
estava numa grande cidade.

Francisco  Abr./2011

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