Consciência que nos trai,
no tempo descoberto
num anonimato invisível.
Viagem consumada,
num Inverno chuvoso,
mais tarde transformada,
em amor maravilhoso.
No regresso,
com semente deitada
em terra lavrada,
floresceu,
abriu e cresceu,
num Verão quente
e vistoso
sinónimo de um amor premente.
Partilhas demoradas,
cartas trocadas,
beijos roubados,
numa janela dependurada
no escuro de uma noite quente
de assalto conjurada.
Fugas ao desafio,
respeito bravio
pelo teu corpo luzidio,
vontades reprimidas,
pela pureza do sentimento,
agora resolvidas,
pelo instante de um momento.
Lembranças,
de uma praia distante,
onde de forma tímida
perscrutei o teu semblante,
em quedas marcadas,
fugiste num instante,
para águas salgadas.
E depois,
passados tantos anos,
num deslumbramento virtual,
voltaste à cena,
com um papel principal.
Onde me situo não sei,
algures no teu coração,
num mal que nunca te desejei,
na dúvida de uma opção
e na consciência,
em não te dizer que Não.
Francisco Mai./2011

Obrigada sobretudo por este poema.
ResponderEliminarUm beijo