O equilíbrio perfeito,
acontece raras vezes na vida,
quando assim é, não pode ser desfeito,
é uma linha brilhante e viva,
de uma dinâmica espetacular,
escorregadio e sublime,
sem baralhar,
porque, mais do isso é crime.
É como um biselado,
feito em vidro de cristal,
perfeito e orientado,
de uma beleza incondicional.
Quem o experimenta,
parece coisa do acaso,
parece uma boa tormenta,
algo de ilusório,
onde não se pretende prazo,
suspenso no nosso território.
O equilíbrio perfeito,
deseja-se mais do que tudo,
é um sonho que vem do peito,
é veludo,
é orgasmo sem jeito,
na linearidade do ser,
é tesudo,
no nosso amanhecer.
Mas o equilíbrio perfeito não existe,
procura-mo-lo incessantemente,
sem o poder provar,
é fazer figura triste,
é algo que nos mente,
sem o poder arrebatar.

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