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| Penso |
a olhar o branco do meu tecto,
onde parece que nunca desperto,
de tanto me dar.
Penso e volto a pensar,
nas opções que nunca segui,
das quais fugi,
sem nunca estranhar.
Penso e repenso,
nas opções que tomei,
das quais nunca falei.
Penso,
a olhar o branco do meu tecto
onde continuo discreto...
Penso em ti,
de onde nunca parti,
a olhar o branco do meu tecto,
onde parece que nunca desperto,
e onde nunca te vi.
Penso, repenso e volto a pensar,
onde poderás estar,
a olhar o branco do meu tecto,
onde não durmo, mas penso...
no silêncio que me acompanha,
na alegria fugidia, que tarda em voltar.
Penso como um "cão",
na busca da ilusão,
de não poder estar.
E penso...
a olhar o branco do meu tecto,
de onde não desperto,
onde vou continuar...
desta vez indiscreto
e volto a pensar.
Francisco Fev./2011

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