a história da minha vida,
sempre tremida e sem tino.
Em água escrevi ao meu amor,
de onde não obtive resposta,
apenas reflexos de dor.
Em água escrevi com lágrimas,
em circulo redundante se tornou,
de um amor que nunca mais voltou.
Em água escrevi com a mão,
em sofrimento me lavei,
sobrando a solidão.
Em água desenhei um filho,
num amor desmensurado,
em caudal que já não partilho.
Em água vi nascer,
as coisas mais belas...
é uma constante,
nunca mais tê-las.
Francisco Mar/2011

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