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| O meu Cavalo Alado |
percorrendo prados sem fim
mas não lhe dou desconto
batem-me ventos suaves na face
e voo no meu disfarce
quero que ele tome caminho
entre o verde dos campos
e o azul do céu
voando entre nuvens brancas
mas que não me deixe sozinho
Não quero saber onde me leva
quero voar sem rumo
sem pressa de chegar
num desatino inebriante
sugando os cheiros e a vida
e sussurro-lhe ao ouvido
leva-me para o mar
tenho pressa em chegar
em água salgada mergulhar
ganhar novo sentido
de uma forma desmedida.
Com afeição afago-te
a crina prateada e digo
desculpa os meus erros por favor
pois para trás não deixo nada
nem paixão nem amor
sinto sim alegria
já não sinto dor
de ferida já sarada
E no mistério de uma nova vida
que quero percorrida
sem pressa de voltar a amar
digo ao meu cavalo alado
desta vez bem alto;
Vai, tenho pressa em chegar!
Francisco Abr./2011

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