Na vida, há coisas mal resolvidas, que ficam sem rumo nem volta a dar.
Todos nós, sem exceção, já passamos por várias experiências desagradáveis ou menos boas. Depois de feitas, não se pode voltar atrás, estão feitas.
Nos tempos de escola, ao errarmos num teste ou se um exame corresse mal, havia sempre uma ou várias hipóteses de o repetirmos e de subirmos a nota. Dependia unicamente de nós.
Mas na vida, o erro paga-se caro e uma vez cometido é irreversível, não dando nenhuma chance de haver segunda "chamada".
Nesses erros cometidos, estão as coisas mal resolvidas e mesmo que se tente uma segunda volta, nunca mais será como a primeira, quando tudo estava bem.
São erros fatais para o "artista" e não dão margem para um "encore".
Quando se regressa de coisas mal resolvidas para tentarmos dar novamente o nosso melhor, corrigindo atitudes e comportamentos, renovando votos de amor ou de fidelidade, procurando soluções ou renovações, estamos somente a admitir uma fuga para a frente.
Com os amigos é a mesma coisa, a confiança já não tem lugar. Com os casais ainda é pior.
Entramos em zona nebulosa, com pouco sentido de visão ou discernimento e se a outra parte não aceitar colaborar ou admitir parte dos seus erros, não há volta a dar. As cartas são postas na mesa, mas o jogo já está viciado.
Ao voltar-se a invadir o espaço da outra pessoa, estamos somente a entrar em terreno "minado" pela desconfiança e mau estar. Ao mínimo deslize, saem em catadupa palavras e memórias guardadas, ofensas de todo o género e feitio, num diálogo surdo e extremado.
As mágoas são pegajosas, marcam-nos e são difíceis de lavar.
Decididamente, nunca se resolvem coisas mal resolvidas.
Francisco Abr./2011
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